|
16) Qual a importância de estar sempre pesquisando, já que enfatiza muito isso nas suas aulas? É muito importante, tanto para a parte interna como para a externa, procurar aquele caminho que os antepassados deixaram para a gente. Tem que procurar aquilo que a humanidade deixou para gente e, também, para a gente deixar para o próximo. Por isso a pesquisa. 17) Dentro das suas pesquisas o senhor conheceu o Nishino-ryu Kokyu-ho. Como descobriu e qual a importância desse método no seu Aikido? Eu sempre procurei, mesmo antes de conhecer o Nishino-ryu Kokyu-ho, alguma coisa relacionada ao "ki". Todo Budo japonês procura esse conceito. Então, com essa palavra eu sempre procurava, inclusive, dentro do Aikido tem isso, mas não tinha como, então treinava de diversas formas. Um dia, numa revista de saúde conheci o método do Nishino sensei. Naquele momento, eu vi que era exatamente o que eu estava procurando. Então, comecei a treinar e depois levei para o Dojo. Antes fazíamos outros exercícios de Kokyu-ho. Esse método cresceu dentro do Dojo e ajudou bastante os alunos a se desenvolverem. Acho que a técnica do Nishino sensei combina comigo. Por isso, estou pesquisando e treinando. 18) Além do Kokyu, o que mais o senhor enfatiza na suas aulas? Eu procuro, na verdade, o fundo da palavra Aiki. Pesquiso isso, para saber como utilizar não só a palavra mas a função de uma forma real, dentro de mim, dentro do Dojo, para viver. Por isso, enfatizo isso. Esse é meu Aikido. 19) Toda aula o senhor sempre dá as técnicas básicas, Dai Ikkyo, Dai Nikyo, ShihoNague entre outras. Qual a importância de treinar o Kihon Waza? Todo Budo é a mesma coisa. Inclusive, para quem faz Aikido, Kihon é muito importante, sabe. Ao fazer Kihon Waza durante cinco, dez ou vinte anos, sempre conseguimos perceber alguma novidade. E também, o segredo do Aikido, de suas técnicas está englobado dentro do Kihon, por isso é preciso treiná-lo. Agora, Kaeshi Waza e Henka Waza, para quem treina o Kihon, isso nasce naturalmente. Por isso, de uns anos para cá, comecei a forçar as pessoas a treinar Kihon Waza. Eu não dou aula de Kihon, eu treino junto e pesquiso junto com as pessoas. Nesse momento eu não penso que o outro é aluno, não penso que é meu discípulo ou adepto, penso que é meu colega e que meu corpo é que está movimentando junto unificado com o dele. 20) De uns tempos para cá, o senhor tem enfatizado o Atemi Waza. São importantes os atemi ou dá para treinar sem realizá-los? Eu nunca
aplicava muito Atemi. Mas eu fui vendo que tinhamos uma necessidade
de usar o atemi na técnica para não dar falha, ser mais
real. Só isso. Para fazer isso, nós temos que pesquisar
e saber muita coisa sobre atemi na aplicação do Aikido.
|